segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Fotos Noilves e família


No Memorial de Curitiba, no Evento, LITERATIBA



Mais um Evento no SESC em Lages



Piquenique que vovó Nô preparou para o Enrico. Última foto da mamãe Michèle.



Nossa tradicional guerra de travesseiros quando nos reunimos!



Meus papais com sua prole. Depois chegaram mais dias bonequinhas, para encerrar com chave de ouro a nossa querida família



Voltando à infância com a maninha Noemi



Louise chegando com para lanchar com a vovó Nô



Festejando a vida



O Dia da Pátria com as amigas. Festejando Dia da Pátria em casa da amiga Cenira



Doce ninho!



Minhas duas princesas, netinhos amadas da Vovó Nô




Colégio VIDAL RAMOS, hoje Centro Cultural do SESC -Lages-SC. Noite de Sarau. Apresentação dos livros  MICHÈLE UM RASTRO DE LUZ e MINHAS MEMÓRIAS MIMHA HISTÓRIA de JOSÉ ARALDI

Nossa princesinha, a última dos quatro netos






quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Fotos da Sophia












O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO

O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho, porque a família toda iria visitar algum conhecido.

Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita.

Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora.

A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também.

Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.

Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão.
Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, internet, e-mail, Whatsapp ... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...

Que saudade do compadre e da comadre!...

Créditos: José Antônio Oliveira de Resende
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.
Adriano

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Noilves Araldi no evento Literatiba - 12 de agosto de 2017



Mais uma apresentação do livro, MICHÈLE UM RASTRO DE LUZ, em 12/08/2017, no Memorial de Curitiba .


Noilves Araldi, Bianca Luna, Dione Mara Souto da Rosa e Isabelle Aguilar.(Vampirelle)


Com Vera Rauta


#Literatiba Na foto: poeta Amauri Nogueira e Noilves Araldi, autora de "Michèle - Um Rastro de Luz".


Na foto: Rubens Faria Gonçalves, Francisco Souto Neto, Josane Cavallin e Dione Mara Souto da Rosa, ladeando Noilves Araldi, autora do livro "Michèle - Um Rastro de Luz" que temos nas mãos. Somos parte da Academia de Letras José de Alencar - ALJA fazendo-se presente na Literatiba - A feira literária de Curitiba


Com Adriano Siqueira

Com a Dione e a sua irmã

Com Rubens Faria Gonçalves






Recordações Noilves - Pai


Gratidão PAPAI! Saudades de você, meu melhor amigo!




quinta-feira, 10 de agosto de 2017